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Prestes a bater um mês sem atualizações, eis que dou as caras por aqui.
Mas nenhum post muito inspirado está a caminho, caro leitor. Minha criatividade anda numa terrível crise, daquelas que sempre me acometem quando eu finalmente resolvo que "ei, seria legal ter um blog!". No entanto, chafurdando minha insólita mente atrás de qualquer assunto minimamente interessante pra compartilhar, dou de frente com Robert Pattinson.
Quem? - pergunta boa parte de vocês.
Robert Pattinson é a mais nova coqueluche de 11 entre 10 pré-adolescentes hormonais, que encontraram na saga de Crepúsculo um bom motivo pra ler algo além da Atrevida deste mês. O rapaz - dotado de uma beleza um tanto exótica - não é exatamente um mestre da interpretação. Come poeira diante do talento de nomes como Shia Labeouf ou Emile Hirsch, atores da mesma geração e que conseguem de fato significar algum diferencial nos filmes em que atuam (muito embora o primeiro deles tenha se tornado coadjuvante da volúpia MeganFoxiniana, em Transformers).
O apelo de Pattinson está em outros méritos: ele tem aquele ar de quem não liga pra fama que tem. Estamos falando de um garoto de 23 anos que - na pele de Edward Cullen, vampiro galã e cavalheiro à moda beeem antiga - coleciona fãs como Bill Gates coleciona notas de 100. E parece não se afetar com isso.
Claro que, em se tratando de celebridades, nunca podemos descartar a hipótese de tudo ser uma bela jogada de marketing, mas é inegável que Robert Pattinson e seu eterno semblante de quem cabulou a reabilitação são os ingredientes certos para aguçar o apetite do público. Confesso que até eu, que já passei da adolescência há um certo tempo, dou meus suspiros sempre que vejo o topete desgrenhado do tal vampiro.
Quanto à obra literária que deu origem aos filmes, também admito que gosto. Dos quatro livros, li os dois primeiros e metade do terceiro. Um único porém: excetuando o próprio Crepúsculo, que vem com todo o mistério da descoberta de Bella (no filme, Kristen Stewart - outra atriz que merece menção por seu avesso apelo holywoodiano) e adrenalina subsequente, os outros acabam caindo num romantismo exagerado pro meu gosto. Nada que comprometa muito o desenrolar da trama, mas depois do décimo oitavo "prefiro morrer esmagado por búfalos que viver sem você" a coisa meio que soa melosa demais.
Enfim, a sequencia cinematográfica "Lua Nova" tá pra estrear esses dias e promete menos Pattinson, pra frustração das vampiretes, e mais do lobisomem Taylor Lautner - cujo talento dramático eu nem imagino qual seja, mas torço pra ser tão bom quanto o abdomem que ele vai exibir durante boa parte do filme.
Vou esperar pra ver se o lobinho também desperta a tiete - graças ao companheiro de elenco - não tão adormecida em mim. Mas já adianto uma coisa: se os cães são os melhores amigos do homem, os morcegos estão se tornando, cada vez mais, o maior sonho das mulheres.

