17.11.09

Barbie girl.

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Apesar de ter nascido com um par de cromossomos X e bastante atração pelo sexo oposto, confesso que nunca fui muito chegada à meninices. E por meninices me refiro à tudo aquilo que faz parte do complexo universo feminino: roupa, maquiagem, salto alto, esmalte...

Agora, de cabeça, não consigo me lembrar quando exatamente percebi que essa não era a minha. Mas tenho algumas recordações de, aos 5 ou 6 anos, estar dando pití por que a minha mãe queria me colocar dentro de uma meia-calça. Aquele troço me arrepiava todos os poros: desde a textura estranha, passando pelo fato de ser claustrofóbicamente colada ao corpo, mais o calor que me dava... era o caos.

De lá pra cá, a situação permaneceu bastante parecida. Ainda hoje só tenho duas dessas crias de Lúcifer no armário (para casos de extrema e irrevogável necessidade). E uma delas é arrastão, o que ameniza um pouco o negócio do calor.

Por causa dessa minha ligeira repulsa aos trejeitos femininos, já ouvi muita coisa. A mais frequente é sobre o time que eu jogo, saca? Pessoal tem a intrigante mania de associar falta de frescura à sapatice. Nada contra, eu acho que cada um faz o que bem quiser da vida e da periquita, mas no meu caso a história é outra. Eu não sou avessa à meninices por ser uma forma de exteriorizar um lado masculino da minha personalidade, ou como uma espécie de protesto contra a castrada educação feminina, que prega ideais de beleza inalcançáveis e aprisiona nossa auto-estima em jaulas de cobranças impossíveis.

Eu sou contra meninices simplesmente porque elas são chatas pracaralho!

Vaaaamos, se alguma mulher está lendo isso agora, admita: existe algum minimo prazer em se usar um salto alto, por exemplo? Anatomicamente falando, é uma abominação! O ser humano não foi criado pra caminhar sobre a ponta dos pés, feito um maldito flamingo. Essa porra faz mal!

E não só isso. O que acontece com essa história de CURVEX? Vocês já olharam bem praquilo? Eu poderia apostar que ele é usado como objeto de tortura em algumas culturas. O formato ameaçador, a idéia de que aquilo vai dobrar seus cílios pra cima... os cílios!!!

Honestamente: o quão fodida é uma sociedade que implica até com o grau de curvatura dum pêlodezóio?

You may say I´m a dreamer, but.... tudo o que se pode esperar do mundo, é que ele seja um lugar onde você possa ostentar cílios retos como uma vara de pescar, sem ser torturado por isso.

E saiba, querido homem que está acompanhando este desabafo, que até agora eu peguei leve. Ainda não entrei no mérito daquilo que, eu considero, a mais atroz das práticas femininas: a depilação.

Quem nunca experimentou, não consegue ter noção do que é isso. Não importa a técnica, a bagaça é desumana. Seja arrancando os pelos (maldita reforma ortográfica, quero o acento de volta) da sobrancelha com uma pinça, os da perna com cera fria ou os do rabo com cera quente, a depilação faz você repensar o sentido da vida.

Coloque um terrorista numa sala, com um pote de cera quente de um lado, uma espátula do outro e diga "pois bem, seu Mohammed... tá na hora de fazer a linha do biquini", e o cara te passa o CEP do Bin Laden na hora.

Pode ser impressão, mas parece que tudo o que tange a vaidade feminina vai  basicamente contra a vontade da Mãe Natureza. A mulher nasceu peluda? Bora deixar ela pelada. Ela tem o cabelo enrolado? Passem ferro quente nessa merda até alisar. O cabelo nasceu liso? Passem ferro quente nessa merda até enrolar. Ela é branca feito um urso polar? Tranquem-na numa câmara cheia de lâmpadas até ela ficar bem-passada...

É tudo muito perverso pro meu gosto. Claro, eu vivo em sociedade e por mais anarquista que queira ser, também acabo cedendo vez por outra à tais práticas medievais. Mas o mínimo direito a que me reservo é o de fazer tudo isso reclamando. E tem mais: faço somente o estritamente necessário. A não ser quando eu mesma estiver numa vibe masoquista e me propuser a isso, não me venha com essa de "você ficaria linda de salto" ou "que tal um reflexo no cabelo?"

Até porque, se isso significa falta de feminilidade, muito prazer... pode me chamar de ZECÃO.

15.11.09

Da série: FIKDIK.

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Estamos estreando um novo segmento deste blog que, apesar de não ter lá muitas ambições, tenta ser ao menos simpático aos olhos dos leitores: o Fikdik. (lê-se "fica a dica", ô zé ruela...)

A proposta é trazer para a meia-dúzia de gatos pingados que lêem essa bodega, algum tipo de indicação - seja de filmes, livros, programas de TV, comida congelada ou qualquer outra coisa - que valha a pena conhecer. Claro, serão opiniões particulares, então muitas vezes a dica dada poderá ser uma merda sem precedentes. Nesses casos, favor desconsiderar meu mal gosto e ler o próximo post.

Bora lá:

Começo falando sobre o filho do hómi - calma, não vou recomendar nenhuma conversão ou sessão do descarrego: o hómi neste caso é Stephen King, e seu filho, Joe Hill.

King é velho conhecido de qualquer pessoa que tenha o mínimo apreço pela literatura de horror/suspense contemporânea. E também de quem odeia ler, haja visto que quase tudo que ele escreve vira filme ou série. Já seu filho não é tão famoso assim, pelo menos por essas bandas, mas isso não significa que seja menos talentoso: por vezes eu até prefiro as obras do Júnior às do Papi.

Com um estilo bastante direto, sem nenhuma afetação literária, Hill (que adotou este nome para, entre outras coisas, não carregar a fama do pai escritor) consegue produzir histórias que são ao mesmo tempo reais e fantásticas.

Recomendo dois livros:



 A estrada da noite - um romance com pitadas de sobrenatural, muita ação e rock and roll, onde o roqueiro Jude e sua namoradinha adolescente se vêem perseguidos pelo espírito do padrasto de uma das fãs que o músico "papou" há tempos atrás. Quem gosta de música vai encontrar algumas referencias bem bacanas aqui e ali, mas fãs de terror podem se desapontar. Em certa altura, a história perde um pouco do medo que deveria transmitir. Isso não torna o livro ruim, apenas diferente. E apesar de, à primeira vista, a premissa parecer meio forçada, acredite: a trama se desenrola bem facilmente, tornando a leitura agradável e fluída.



"Jude deu mais um passo à frente, mas estava pouco à vontade. Não era só uma coisa. Era tudo. Era o ambiente mal iluminado (....) era o pensamento de que alguém teria, ainda há pouco, atravessado o escritório e talvez ainda estivesse por perto, observando da escuridão do banheiro, pela fresta da porta entreaberta... "

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Fantasmas do Século XX -  uma coletânea de contos que dançam entre o terror e o fantástico, explorando facetas diversas da ficção que Hill domina tão bem. Nota para o conto "Pop Art" que me pareceu particularmente interessante, embora não seja nem de longe o mais assustador. Algumas histórias pegam direto na veia, com descrições de fazer o ar faltar aos pulmões, enquanto outras mergulham sem rumo na fantasia. Garante uma ótima leitura pra quem gosta do inusitado.

"... ele amarra suas mãos nas costas e joga-a no chão da traseira de sua picape, onde ela descobre um menino mais ou menos da sua idade, que primeiro pensa estar morto, e que teve o rosto desfigurado de maneira indescritível. Seus olhos estão escondidos atrás de um par de buttons amarelos, com o desenho de uma carinha sorridente. Foram espetados bem no meio de suas pálpebras - costuradas com fios de aço - e de suas órbitas... "

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É isso macacada: duas boas opções pra quando o combo da NET for pra merda e te deixar sem tv, internet e telefone. Enjoy. =)

Méssene

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Quando o MSN me OBRIGA a atualizar a versão do aplicativo, caso contrário eu posso dar adeus à ambição de interagir com meus amiguinhos virtuais, fico com a sensação de que vivemos num mundo onde é o rabo que abana o cachorro. ¬¬

Morde aqui, ó!

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Prestes a bater um mês sem atualizações, eis que dou as caras por aqui.

Mas nenhum post muito inspirado está a caminho, caro leitor. Minha criatividade anda numa terrível crise, daquelas que sempre me acometem quando eu finalmente resolvo que "ei, seria legal ter um blog!". No entanto, chafurdando minha insólita mente atrás de qualquer assunto minimamente interessante pra compartilhar, dou de frente com Robert Pattinson.

Quem? - pergunta boa parte de vocês.

Robert Pattinson é a mais nova coqueluche de 11 entre 10 pré-adolescentes hormonais, que encontraram na saga de Crepúsculo um bom motivo pra ler algo além da Atrevida deste mês. O rapaz - dotado de uma beleza um tanto exótica - não é exatamente um mestre da interpretação. Come poeira diante do talento de nomes como Shia Labeouf ou Emile Hirsch, atores da mesma geração e que conseguem de fato significar algum diferencial nos filmes em que atuam (muito embora o primeiro deles tenha se tornado coadjuvante da volúpia MeganFoxiniana, em Transformers).

O apelo de Pattinson está em outros méritos: ele tem aquele ar de quem não liga pra fama que tem. Estamos falando de um garoto de 23 anos que - na pele de Edward Cullen, vampiro galã e cavalheiro à moda beeem antiga - coleciona fãs como Bill Gates coleciona notas de 100. E parece não se afetar com isso.

Claro que, em se tratando de celebridades, nunca podemos descartar a hipótese de tudo ser uma bela jogada de marketing, mas é inegável que Robert Pattinson e seu eterno semblante de quem cabulou a reabilitação são os ingredientes certos para aguçar o apetite do público. Confesso que até eu, que já passei da adolescência há um certo tempo, dou meus suspiros sempre que vejo o topete desgrenhado do tal vampiro.

Quanto à obra literária que deu origem aos filmes, também admito que gosto. Dos quatro livros, li os dois primeiros e metade do terceiro. Um único porém: excetuando o próprio Crepúsculo, que vem com todo o mistério da descoberta de Bella (no filme, Kristen Stewart - outra atriz que merece menção por seu avesso apelo holywoodiano) e adrenalina subsequente, os outros acabam caindo num romantismo exagerado pro meu gosto. Nada que comprometa muito o desenrolar da trama, mas depois do décimo oitavo "prefiro morrer esmagado por búfalos que viver sem você" a coisa meio que soa melosa demais.

Enfim, a sequencia cinematográfica "Lua Nova" tá pra estrear esses dias e promete menos Pattinson, pra frustração das vampiretes, e mais do lobisomem Taylor Lautner - cujo talento dramático eu nem imagino qual seja, mas torço pra ser tão bom quanto o abdomem que ele vai exibir durante boa parte do filme.

Vou esperar pra ver se o lobinho também desperta a tiete - graças ao companheiro de elenco - não tão adormecida em mim. Mas já adianto uma coisa: se os cães são os melhores amigos do homem, os morcegos estão se tornando, cada vez mais, o maior sonho das mulheres.